Como contratar entregador para delivery: próprio, por diária ou por aplicativo
Compare entregador contratado, por diária e por aplicativo, veja como calcular o custo por entrega e o que a lei exige do motoboy antes de contratar.
Equipe Toka Food5 min de leitura
Para contratar entregador para o delivery, escolha primeiro o modelo: entregador próprio com carteira assinada, freelancer pago por diária e por entrega, ou aplicativo de entrega por corrida. Quem tem pouco movimento costuma começar com diária ou aplicativo. Quem tem volume estável todos os dias pode sair mais barato com entregador próprio. A escolha certa é a que dá o menor custo por entrega sem atrasar os pedidos.
Antes de fechar com alguém, confira também o que a lei exige do motoboy e da moto. Este guia mostra os três caminhos, a conta e o checklist da contratação.
Os três modelos de entregador
| Modelo | Como funciona | Bom para |
|---|---|---|
| Próprio (CLT) | Salário fixo, encargos e jornada definida | Movimento estável todos os dias |
| Freelancer por diária | Valor por turno mais um valor por entrega | Movimento concentrado em alguns dias |
| Aplicativo de entrega | Você chama um entregador a cada pedido e paga a corrida | Poucos pedidos ou picos que a equipe não cobre |
Muitos restaurantes misturam os modelos. Um entregador fixo cobre o movimento normal e o aplicativo entra só na sexta e no sábado à noite.
Como calcular o custo por entrega
Some tudo o que você gasta com entrega no mês e divida pelo número de entregas do mês.
- Próprio: salário, encargos, adicionais, combustível e manutenção da moto, se ela for sua;
- Diária: soma das diárias e dos valores por entrega pagos no mês;
- Aplicativo: soma das corridas do mês.
Exemplo ilustrativo: se o entregador contratado custa R$ 3.500 por mês, com tudo incluído, e faz 600 entregas, cada entrega custa cerca de R$ 5,80. Se no mês fraco ele faz só 350 entregas, o custo sobe para R$ 10. Já no aplicativo o custo por entrega muda pouco com o movimento, mas cada corrida costuma ficar mais cara quando a distância aumenta.
Faça a conta com os seus números e com os meses fracos. Esse custo é a base da sua taxa de entrega.
O que a lei exige do motoboy
A atividade de motofrete é regulada pela Lei 12.009/2009. Para trabalhar entregando com moto, o profissional precisa:
- ter pelo menos 21 anos;
- ter habilitação na categoria A há pelo menos 2 anos;
- ter feito o curso especializado de motofrete;
- usar colete de segurança com faixas refletivas.
Em 2026, uma medida provisória chegou a retirar a idade mínima e o curso obrigatório, mas ela perdeu a validade em setembro sem ser votada. As exigências acima voltaram a valer. A moto também tem regras próprias para motofrete no Código de Trânsito, e a prefeitura pode exigir cadastro. Confira com o Detran e a prefeitura da sua cidade.
Entregador próprio: o que entra na conta
Com carteira assinada, o custo vai além do salário. A CLT prevê adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base para o empregado que usa moto em vias públicas. Some também férias, 13º, FGTS e os outros encargos do seu regime de impostos.
Em troca, você tem um entregador que conhece a cozinha, os bairros e os clientes. Peça ao seu contador a conta completa antes de contratar.
Freelancer por diária: cuidados
A diária dá flexibilidade, mas exige cuidado. Se o entregador trabalha todo dia, no horário que você define, recebendo ordens e sem poder mandar outra pessoa no lugar, a relação pode ser vista como emprego. Nesse caso, ele pode cobrar na Justiça os direitos da carteira assinada.
Para reduzir o risco:
- Combine valores, dias e regras por escrito;
- Pague por diária e por entrega, com recibo;
- Converse com o contador sobre a forma de contratação, como o entregador ser MEI.
Checklist para contratar
- CNH na categoria A há pelo menos 2 anos
- Certificado do curso de motofrete
- Moto com documento em dia
- Baú ou bag térmica limpa e em bom estado
- Valores e regras combinados por escrito
- Regras de atendimento: conferir a sacola, confirmar o endereço e levar troco ou maquininha
Combine também até onde ele vai. O raio de entrega define o custo e o tempo de cada viagem.
E o Toka Food?
O Toka Food não tem entregadores: você entrega com a sua equipe ou com um parceiro de entrega. Os pedidos chegam pelo cardápio digital com pedidos online, sem comissão por venda. Assim, o que você economiza na comissão pode pagar parte do custo da entrega.
Perguntas frequentes
Quanto pagar por entrega a um motoboy freelancer?
Não existe um valor único. Ele muda com a cidade, a distância e o movimento. Pesquise quanto os entregadores da sua região cobram e confira se o valor cabe na sua taxa de entrega.
Motoboy precisa de curso para trabalhar com delivery?
Sim. A Lei 12.009/2009 exige o curso especializado de motofrete, além de 21 anos de idade, 2 anos de habilitação na categoria A e colete com faixas refletivas.
Vale mais a pena entregador próprio ou aplicativo?
Depende do volume. Com muitos pedidos todos os dias, o entregador próprio tende a sair mais barato por entrega. Com poucos pedidos ou movimento irregular, o aplicativo evita pagar por horas paradas.
Entregador por diária tem vínculo empregatício?
Pode ter, se trabalhar com frequência, em horário definido por você, recebendo ordens e sem poder ser substituído. Combine tudo por escrito e confirme a forma de contratação com o contador.